O nascimento de um bebé está, na maior parte das vezes, associado a uma necessária readaptação dos progenitores, agora na condição de pais.
A transição para a parentalidade é um processo marcado por um conjunto de adaptações, difíceis e morosas, ao nível de mudanças no próprio corpo (no caso da mulher-mãe), de possíveis dificuldades durante a gravidez e do necessário reajustamento das expectativas iniciais sobre a experiência da parentalidade e sobre o próprio bebé.
A gravidez é geralmente, um período pautado por uma ansiedade crescente, experimentada por ambos os (futuros) pais. É natural que, durante esta fase haja uma preocupação referente a aspectos como:
a) Em ambos os pais:
- Será que vou estar preparado para receber o meu bebé?
- Será que vão surgir complicações durante o parto/gravidez?Será que vai ser doloroso?
- Será que o meu bebé vai nascer e crescer saudável?
- Será que o meu (minha) companheiro(a) vai saber cuidar do nosso bebé?
b) Na mãe:
- Será que vou conseguir lidar bem com o parto?
- Será que vou conseguir cuidar do meu bebé?
c) No pai:
- Será que vou desempenhar bem o meu papel de pai?
- Será que vou ser capaz de apoiar a minha companheira durante o parto?
O modo como estas questões são vivenciadas e as estratégias que cada um de nós desenvolve para lidar com estas novas exigências que progressivamente se impõem, afecta a sua saúde física e mental e parece também afectar a saúde do feto, durante a gestação.
Uma prestação de cuidados eficaz, que promova a saúde e o bem-estar dos bebés é, portanto, essencial, como motor de uma integração positiva e satisfatória do bebé na rede familiar.
Por ser uma tarefa muito exigente, a gravidez está, não raras vezes, associada a um aumento da fragilidade, irritabilidade, tristeza, vontade de chorar e até a um ressentimento com os bebés, por parte da mãe, nos momentos após o parto. Esta sensibilidade da maternidade tem, normalmente, uma curta duração mas, em alguns casos, pode evoluir para uma experiência mais dolorosa e prolongada, que resulta, por norma, do acréscimo de dificuldades à experiência da maternidade, como sendo a falta de apoio social (por parte do pai, por exemplo).
Esta vivência acrescida à experiência da parentalidade pode, muitas vezes, fazer com que as mães se sintam pouco motivadas a interagir com os seus bebés, a responder às suas necessidades e desejos, ou sejam, até, hostis para com eles, desenvolvendo uma relação pouco compensadora, para ambos.
Por todas estas razões, é muito importante que os pais percebam que podem precisar de ajuda para cumprir, com bem-estar e satisfação, estes novos papéis com que agora se deparam.
Durante esta nova fase e para que estes ajustamentos se dêem de uma forma eficaz, existem várias fontes de ajuda profissional que permitirão aos pais, através do esclarecimento de dúvidas, formação, reinserção socio-cultural, partilha de experiências e medos, entre outros, adquirir e desenvolver um conjunto de competências relativas à experiência da parentalidade.
Em Portugal, existem diversas instituições que prestam apoio e cuidados aos pais futuros/recentes, facilitando um reajustamento saudável e feliz da nova família.
Abaixo disponibilizamos os contactos e serviços prestados por algumas destas instituições.



